História do Quentão: a bebida típica da Festa Junina

O inverno pede bebidas mais quentes, uma boa dica é o Quentão!

Quando o frio começa a dar seus ares e a bater na porta, a primeira providência de toda pessoa é buscar manter o calor, tanto no ambiente onde vive como no próprio corpo. Felizmente o brasileiro pode contar, em tempo de inverno, com a tradicional Festa Junina, que pode ser considerada um dos melhores eventos do ano. É nesse momento que as pessoas saboreiam uma famosa e até folclórica bebida típica de nossa terra: o Quentão!

História do Quentão

Entretanto, na medida em que é apreciada e muito consumida, essa bebida, de fato, não chega até os consumidores de qualquer jeito. Há uma história e até uma espécie de lenda que a envolve. 

Historiadores e folcloristas brasileiros não chegaram a um consenso a respeito de sua origem exata. Sugere-se como oriunda do interior de Minas Gerais ou de São Paulo, dado que são regiões onde grande parte da população costumava adicionar algumas especiarias à composição da cachaça, o que ajudava a aquecer mais seus corpos ao longo das intensas e, já citadas festividades em homenagem aos três santos no mês de junho: Santo Antônio, São João e São Pedro. O termo Quentão, segundo algumas fontes, é de raiz caipira.

Outra linha de estudos históricos  apontam, a origem no ciclo da cana-de-açúcar, durante os anos iniciais da colonização, sendo refinada ao longo do tempo ou mais incrementada. A lenda reza que dada a dificuldade de acessar a diversidade de bebidas destiladas naquele tempo, foi possível  iniciar novos processos criativos para a destilação do que viria a ser uma das bebidas mais saborosas e tipicamente brasileira.

Com relação às combinações variadas e sabores agregados, posteriormente, é possível, ainda, estender suas raízes aos imigrantes europeus, que aportaram em solo brasileiro a partir da metade do século XX, já que o vinho quente tornou-se consagrado como o quentão, sobretudo na região sul do Brasil, cujo clima é típico europeu. 

Uma parte da história explica que tradicionalmente o quentão consistia em combinação de cachaça, de açúcar e demais especiarias oriundas da Ásia e providenciadas pelos portugueses, no já citado período da colonização. É claro que, é possível fazer essa referência dado que a canela é do Sri Lanka, o cravo-da-índia tem sua origem na Indonésia e o gengibre vem da China. Portanto, trata-se de uma bebida complexa, criada por meio de elementos variados e longínquos, porém, o seu arranjo foi realizado aqui, no Brasil.

É importante ressaltar que o público consumidor de quentão é bem variado.

O ingrediente central é a cachaça, sendo que não se pode preparar uma bebida típica como essa com qualquer produto. É ideal a utilização de cachaça de alambique, e de boa procedência. É recomendado que o consumo do quentão não seja excessivo, devido não apenas ao seu teor alcóolico, mas, também pela concentração de calorias acrescidas.

Algumas receitas de quentão

  • No quentão à base de vinho, toda marca pode ser bem vinda, de preferência Tinto Suave de 750 ml; acrescido de um copo de cachaça; um copo de água; cinco colheres de sopa de açúcar; duas colheres de cravo da índia; pedaços de canela e um pedaço de gengibre conforme o gosto do freguês..
  • O quentão mais tradicional exige 600 ml de cachaça; 600 ml de água; 500g de açúcar refinado; 100 gramas de gengibre em forma de lascas. Dois pedaços de canela em pau e mais oito cravos da índia.
  • O quentão sem álcool é mais simples, exigindo uma garrafa de 500 ml de suco de uva; três garrafas de 500 ml de água; 500 gramas de açúcar; 100 gramas de gengibre; a canela em pau pode ser adicionada a gosto; 10 gramas de cravo e mais fatiados limões em rodelas.

Certamente outras combinações são possíveis, levando em conta a criatividade. Vale a pena conferir!

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